quarta-feira, 16 de outubro de 2013

DIA DO PROFESSOR : Prefeitura X Professores

Autoridades do Rio X professores: um impasse contra a democracia

Fonte: por Edgard Catoira no site da Carta Capital
Não é porque ainda somos uma democracia mequetrefe que devemos aceitar que o parlamento da cidade permaneça fechado. Ruim com ele, pior sem ele. Mas isto é exatamente o que está acontecendo com a Câmara Municipal do Rio, trancada a sete chaves por ordem do seu presidente, vereador Jorge Felippe (PMDB), principal aliado do prefeito Eduardo Paes – e pretendente a uma cadeira vitalícia no Tribunal de Contas do Município.
Tudo começou no dia primeiro deste mês, quando os vereadores votaram o plano de carreira dos profissionais da Educação, sob a proteção do Batalhão de Choque da PM, com portões fechados ao público.
Prefeito e base aliada tornaram o caso como uma queda de braço com o sindicato dos profissionais e resolveram pagar para ver. Resultado: uma semana depois, milhares de pessoas tomaram as ruas do Centro para protestar contra a forma como havia sido conduzido o processo. E mais: os poucos vereadores da oposição obtiveram, em caráter liminar, a anulação da sessão de votação do tal plano pela Justiça.
Judicialização da política? Definitivamente, não. A juíza do processo só precisou usar aquilo que mais tem faltado ao prefeito e aos seus vereadores: bom senso. Além disso, não foi observado o que minimamente se espera da atuação de um parlamento: que desenvolva seu trabalho à luz do dia, com garantia de livre acesso dos cidadãos às sessões de votação.
Neste Dia do Professor, o bom senso não voltou e a Câmara foi fechada novamente, distanciando-se ainda mais do papel que deveria exercer, de foro de debates e de mediação de conflitos.
Pela manhã, uma verdadeira serralheria foi montada no hall dos elevadores para a instalação de mais grades, a fim, quem sabe, de transformar o Palácio Pedro Ernesto, conhecido como Gaiola de Ouro, em fortaleza inexpugnável, refratária à pressão popular.
A sessão plenária que deveria começar às 14h foi cancelada e os funcionários dispensados. Um cenário realmente desolador. Mas é óbvio que o ponto dos vereadores não vai ser cortado, diferentemente do que vai acontecer com o dos professores grevistas, de acordo com a ordem do prefeito Eduardo Paes.
É incrível, mas a Câmara foi fechada justamente por quem deveria defender o seu prestígio – por pior que fosse, e, caso o diálogo com a sociedade não seja reaberto, tenderá a permanecer à deriva, como um transatlântico inservível.
Que seus membros retomem seus postos imediatamente e abram as suas portas. Caso contrário, que renunciem.
Abram a Gaiola! Vada a bordo, Felippe! Não tenha medo dos professores cariocas. Eles representam o que há de melhor na sociedade. Ou, então, aprenda a lição e pule fora. Não desmoralize ainda mais o parlamento da cidade.
Dia tumultuado
A caminhada dos professores teve início logo após uma reunião do sindicato, no Clube Municipal, que fica no bairro da Tijuca. Na assembleia, no lotado ginásio do clube, decidiram pela continuação da greve.
Enquanto isso, na Câmara, um cerco de grade fechava ruas e bloqueava as entradas da Câmara. Tudo para esperar o ataque inimigo. Aliás, nos últimos dias, os professores foram recepcionados duas vezes pela PM. E nenhuma vez por autoridades municipais e estaduais ligadas ao ensino. A respeito disso, o deputado estadual Marcelo Freixo desabafou: “Efetivamente, a situação da educação pública virou caso de polícia, o que é inaceitável.”
Uma professora, caminhando pela Avenida Rio Branco completamente tomada pelos manifestantes, dizia que “hoje, todos os cariocas viraram professores!”
Depois das 18h, as tropas de choque da PM estavam ostensivamente posicionadas para a batalha. Com a chegada dos professores, os soldados caminhavam juntos, com escudos e todo o aparato bélico – sem, jamais, dar as costas para os manifestantes. Quando tinham que recuar, andavam para trás.
Os Black blocs, mais uma vez, faziam um cordão de proteção aos professores – como nas vezes anteriores, quando não deixaram a polícia atacar os manifestantes. Agiram, sim, como reação ao aparato policial, inclusive provocando a tropa de choque da PM.
Algumas explosões começaram a ser ouvidas e, por volta das 20h, em ambiente tenso, o sindicato avisou que a protesto terminava naquele momento. Os professores dispersaram e o esperado confronto começou, com rojões lançados contra a polícia, que revidou com gás lacrimogêneo. Baderna e violência tomaram conta do centro do Rio.
Com total falta de diálogo, a Justiça decidiu que a prefeitura não poderia descontar os dias de greve dos salários dos professores. Prefeito e presidente da Câmara acusam o sindicato e se isolam. Conclusão: passeatas e badernas continuarão acontecendo.
Triste momento para a Democracia no Rio. Resta aos professores antigas palavras de ordem, entre as quais, a mais forte: “a luta continua”.

sábado, 6 de julho de 2013

Oração de Mahatma Gandhi

Gandhi (1869 - 1948) foi um pacifista. Foi humano, defensor da alteridade. Não significa que não tenha cometido erros. Todos somos passíveis de erros.

Fonte: http://abrigodossabios-paulo.blogspot.com.br/2007/12/orao-de-gandhi.html

"Senhor...
... ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos fracos.
Se me dás fortuna, não me tires a razão.
Se me dás sucesso, não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade.
Ajuda-me sempre a ver o outro lado da moeda, não me deixes acusar o outro por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim.
Ensina-me a querer os outros como a mim mesmo.
Não deixes que me torne orgulhoso, se triunfo; nem cair em desespero se fracasso.
Mas recorda-me que o fracasso é a experiência que precede o triunfo.
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.
Se não me deres o êxito, dá-me forças para aprender com o fracasso. Se eu ofender as pessoas, dá-me coragem para desculpar-me. E se as pessoas me ofenderem, dá-me grandeza para perdoar-lhes.
Senhor, se eu me esquecer de Ti, nunca Te esqueças de mim."

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Convite lançamento na feira de livros


A coordenação do PPED -UEPA tem a honra de convidá-lo para o lançamento das obras de autoria dos professores do programa.

Dia 04 de maio – sala 04 do Hangar superior centro de convenções 11 horas.

1) Educação em classes ribeirinhas: singularidades, diversidade e heterogeneidade (vol 1) Org. Ivanilde Apoluceno, Socorro França, e Tania Santos.

2) Educação em classes ribeirinhas: singularidades, diversidade e heterogeneidade (vol 2) Org. Ivanilde Apoluceno, Socorro França, e Tania Santos.

3) Epistemologia e educação: múltiplos olhares. Org. Hellen Silva e Rosangela Salgado.

4) Estudos sobre formação de professores. Org. Maria Josefa Távora e Nilda Bentes

5) Normalidade e Disnormalidade: formas do trabalho docente na educação de surdos José Anchieta Bentes e  Maria Cristina Hayashi.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Livro normalidade e disnormalidade


A venda na feira do livro, estande da EDUEPA, até 05 de maio de 2013
Belém- Pa.
 
Normalidade e Disnormalidade: Formas do trabalho docente na educação de surdos

 Formato: Livro
Autores: BENTES, José Anchieta de Oliveira
                HAYASHI, Maria Cristina Piumbato Innocentini
Idioma: PORTUGUES
Editora: EDUEPB
Assunto: PEDAGOGIA
Especificações Técnicas
ISBN: 9788578790905
Idioma: PORTUGUES
Encadernação: BROCHURA
Dimensão: 15 X 21 cm
Edição:
Ano de Lançamento: 2012
Número de páginas: 249

Sinopse do Livro: Normalidade e Disnormalidade: formas do trabalho docente na educação de surdos

A contribuição de José Anchieta e Maria Cristina neste livro não apenas nos fornece, estudiosos e interessados nas relações entre linguagem e educação, um quadro situado das representações sobre o trabalho docente na educação do surdo, com a explicitação dos procedimentos metodológicos implicados neste empreendimento, mas sobretudo que instiga tarefas renovadas de pesquisa, como aquela que deverá procurar descrever e analisar os modos com que as representações dos professores reconstituem-se na instância das práticas efetivas de ensino, o que pode subsidiar a elaboração curricular e didática da educação dos surdos e o incremento desta educação na sociedade brasileira da atualidade.

Sobre os autores:

José Anchieta de Oliveira Bentes. Possui graduação em Letras (UFPA/1991), especialização em Linguística aplicada ao ensino-aprendizagem do Português (UFPA/1993), mestrado em Letras - Linguística (UFPA/1998) e Doutorado em Educação Especial (UFSCAR/2010). Professor adjunto da Universidade do Estado do Pará; atua no Programa de Pós-graduação em Educação (PPGED) - Mestrado na linha de pesquisa Saberes Culturais e Educação na Amazônia e integra o Grupo de Estudos em Linguagem e Práticas Educacionais da Amazônia (GELPEA).

Maria Cristina Piumbato Innocentini Hayashi é bacharel em Ciências Sociais pela Unesp/Araraquara (1979). Mestre (1986) e doutora (1995) em Educação pela Universidade Federal de São Carlos. É Professora Associada do Departamento de Ciência da Informação e atualmente coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade da UFSCar. No campo da educação especial desenvolve pesquisas sobre análise da produção científica. Também se dedica aos estudos sobre os processos de produção, comunicação e apropriação do conhecimento científico e tecnológico ancorada nas abordagens dos Estudos Sociais da Ciencia e da Sociologia da Ciência.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
 
Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; e altera o § 3o do art. 98 da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1o  Esta Lei institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e estabelece diretrizes para sua consecução. 
§ 1o  Para os efeitos desta Lei, é considerada pessoa com transtorno do espectro autista aquela portadora de síndrome clínica caracterizada na forma dos seguintes incisos I ou II: 
I - deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social; ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento; 
II - padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns; excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos. 
§ 2o  A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais. 
Art. 2o  São diretrizes da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista: 
I - a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas e no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista; 
II - a participação da comunidade na formulação de políticas públicas voltadas para as pessoas com transtorno do espectro autista e o controle social da sua implantação, acompanhamento e avaliação; 
III - a atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com transtorno do espectro autista, objetivando o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes; 
IV - (VETADO);
V - o estímulo à inserção da pessoa com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho, observadas as peculiaridades da deficiência e as disposições da Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente); 
VI - a responsabilidade do poder público quanto à informação pública relativa ao transtorno e suas implicações; 
VII - o incentivo à formação e à capacitação de profissionais especializados no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista, bem como a pais e responsáveis; 
VIII - o estímulo à pesquisa científica, com prioridade para estudos epidemiológicos tendentes a dimensionar a magnitude e as características do problema relativo ao transtorno do espectro autista no País. 
Parágrafo único.  Para cumprimento das diretrizes de que trata este artigo, o poder público poderá firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado. 
Art. 3o  São direitos da pessoa com transtorno do espectro autista: 
I - a vida digna, a integridade física e moral, o livre desenvolvimento da personalidade, a segurança e o lazer; 
II - a proteção contra qualquer forma de abuso e exploração; 
III - o acesso a ações e serviços de saúde, com vistas à atenção integral às suas necessidades de saúde, incluindo: 
a) o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo;
b) o atendimento multiprofissional;
c) a nutrição adequada e a terapia nutricional;
d) os medicamentos;
e) informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento; 
IV - o acesso: 
a) à educação e ao ensino profissionalizante;
b) à moradia, inclusive à residência protegida;
c) ao mercado de trabalho;
d) à previdência social e à assistência social. 
Parágrafo único.  Em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2o, terá direito a acompanhante especializado. 
Art. 4o  A pessoa com transtorno do espectro autista não será submetida a tratamento desumano ou degradante, não será privada de sua liberdade ou do convívio familiar nem sofrerá discriminação por motivo da deficiência. 
Parágrafo único.  Nos casos de necessidade de internação médica em unidades especializadas, observar-se-á o que dispõe o art. 4o da Lei no 10.216, de 6 de abril de 2001. 
Art. 5o  A pessoa com transtorno do espectro autista não será impedida de participar de planos privados de assistência à saúde em razão de sua condição de pessoa com deficiência, conforme dispõe o art. 14 da Lei no 9.656, de 3 de junho de 1998. 
Art. 6o  (VETADO). 
Art. 7o  O gestor escolar, ou autoridade competente, que recusar a matrícula de aluno com transtorno do espectro autista, ou qualquer outro tipo de deficiência, será punido com multa de 3 (três) a 20 (vinte) salários-mínimos. 
§ 1o  Em caso de reincidência, apurada por processo administrativo, assegurado o contraditório e a ampla defesa, haverá a perda do cargo. 
§ 2o  (VETADO). 
Art. 8o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília,  27  de dezembro de 2012; 191o da Independência e 124o da República. 
DILMA ROUSSEFFJosé Henrique Paim Fernandes
Miriam Belchior
Este texto não substitui o publicado no DOU de 28.12.2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Carta de repúdio a posição da psicóloga

Achei estranha a posição da psicóloga Betty Monteiro (Domingão do Faustão 16/12/2012) em  caracterizar o assassino de uma escola dos EUA de asperger. O tom do discurso pode recair em uma generalização de que todos os asperger são violentos.
Sou contra seus argumentos, não a pessoa da psicóloga.
originalmente publicado em: http://lagartavirapupa.com.br/blog/carta-de-repudio-ao-discurso-da-psicologa-betty-monteiro-no-faustao/
Domingo, 16 de Dezembro de 2012
À Rede Globo de Televisão,
Sobre a participação desastrosa da psicóloga Betty Monteiro no quadro “Divã do Faustão” no dia hoje, gostaria de esclarecer vários pontos:
1. Não há nenhuma confirmação oficial de que o atirador da escola de Newtown seja portador da Síndrome de Asperger, condição pertencente ao espectro do autismo;
2. Os portadores da Síndrome de Asperger não são considerados, “às vezes, inteligentes” como crê a profissional. A inteligência acima da média é, ao contrário, um dos fatores determinantes para que o indivíduo seja classificado como Asperger;
3. Não há nenhuma evidência científica de que autismo ou Síndrome de Asperger estejam relacionados a comportamento violento. Ao contrário: portadores de autismo ou outros tipos de necessidades especiais são, geralmente, as maiores vítimas da violência. Portanto, a afirmação do apresentador Fausto Silva de que a mãe deveria “manter as armas longe do rapaz” porque sabia que ele tinha Síndrome de Asperger é ofensiva e não condiz com a realidade.
4. A psicóloga Elizabeth Monteiro confunde, em seu discurso, psicopatas – pessoas incapazes de sentir empatia – e autistas. Estes últimos, apesar de muito sensíveis, possuem dificuldade com a expressão dos sentimentos, e não com os sentimentos em si.
5. Sobre a afirmação da psicóloga de que “um bebê que não sorri, não é legal. Um bebê que não brinca, um bebê que chora muito, uma criança perversa que joga o gato em água quente, isso pode ser sinal de psicopatia”. A profissional deveria se informar com um médico psiquiatra para não cometer o erro grosseiro de misturar sinais tão distintos em um mesmo pacote. Uma criança que não sorri, não brinca ou chora muito pode ter, além de autismo, várias outras síndromes genéticas que nada têm a ver com a psicopatia ou a perversidade.

As informações passadas ao vivo no Domingão do Faustão, programa de grande audiência e abrangência, sugerindo que portadores da Síndrome de Asperger apresentam perigo à sociedade são injustas, incorretas e caluniosas.
Por fim, estima-se que, no Brasil, haja cerca de 2 milhões de autistas. Suas famílias lutam incessantemente pela inserção social, inclusão escolar, pela informação e eliminação dos preconceitos que cercam seus entes queridos. Terá sido todo esse trabalho em vão? Serão nossas crianças ainda mais discriminadas pelos colegas nas escolas, agora que suas mães viram a senhora Betty Monteiro desfilar suas inverdades em um programa dominical? Passarão a ser vistos como possíveis psicopatas, cruéis e sem sentimentos?
O ato bárbaro cometido nos Estados Unidos foi decisão de um indivíduo. Se ela possuía ou não Síndrome de Asperger é tão irrelevante quanto a cor de seus olhos. Tão triste como a tragédia em si é penalizar todos os pertencentes ao espectro do autismo pelos atos de um só.
Por todo o ocorrido, eu, juntamente com todos os pais de autistas do Brasil, exijo uma retratação oficial da Rede Globo de Televisão.

Atenciosamente,

Andréa Werner Bonoli